HistóriaPor que a Master Chinchila?O que oferecemosPremiaçõesPerguntasContato
 
Cursos

18/12/2009 - VOGUE BRASIL

Veja a notícia na integra

Leia a seguir a matéria completa e analise alguns dos pontos que interessam a nós, criadores de Chinchilas:

Questão de pele

Nas passarelas do

inverno internacional,

nos editoriais de moda

e até nas araras do fast

fashion: a fur mania

está por todos os lados.

Bárbara Leão de Moura

investiga o fenômeno

 

Anna Wintour deve estar se regozijando. Fã incondicional de peles e uma das responsáveis pela fur mania atual, ela certamente vai aumentar sua já vasta coleção de casacos de chinchila e vison, para desespero e ira dos ativistas do Peta. É que depois de algumas estações em que imperou o politicamente correto, as peles verdadeiras invadiram as passarelas deste inverno europeu, contagiando em seguida os editoriais de moda até finalmente tomarem as ruas.

 

Considerando apenas as semanas de moda de Paris, Milão, Londres e Nova York, a última temporada contabilizou 1.350 aparições, contra apenas 148 em 2005. Só nas páginas da Vogue americana foram dois editoriais protagonizados por peles. Até nas gigantes de fast fashion a febre chegou (em versão fake, claro). Na H&M, golas e punhos genéricos fazem a festa das fashion victims, provando que, mais do que statement de luxo, vestir pele é moderno e gera desejo de consumo em todas as classes.

 

Podemos decretar 2009 como o ano de redenção fashion das peles, um boom que não acontecia desde os anos 80, quando a matança de animais começou a ser discutida, e usar pele tornou-se uma afronta aos olhos dos ativistas.  Para marcar esse comeback, duas novidades: primeiro, a pele usada num contexto cool e despojado, combina a t-shirts  podrinhas e leggings de couro (a foto acima exemplifica bem o hi-lo da vez); depois, uma dantesca oferta de cores e tipos de peças. A Prada, por exemplo, desfilou cardigãs e vestidos de vison tingido de marrom, vermelho e burgundy. Na seara das peles menos nobres, mas nem por isso menos em alta, há os casacos surrealistas da Dolce & Gabbana, feitos com pelos de cabra lisos, compridos e tingidos de pink.  Parausar o material no dia a dia, a dica é optar pelo modelos desabados e com ar casual.  A voguete Lauren Santo Domingo foi pioneira no assunto ao usar sobretudo de raposa modelo “homem das cavernas” com top podrinho e calça skinny. Também não abuse da maquiagem excessiva nem de jóias muito preciosas. Mas, atenção: atitude cool nada tem a ver com peles de baixa qualidade.

 

E nesse quesito quem se destaca é a russa Helen Yarmak, “o” nome da alta costura das peles, especialista em criar casacos com as melhores matérias-primas do mercado, muitas vezes costuradas com fios de ouro. Hoje, ela vende casacos de sable – ou zibelina, a pele mais nobre do mundo – que pesam quase nada e custam a partir de US$ 60 mil. Suas clientes oscilam entre esposas de magnatas russos (que ela prefere não revelar o nome) e celebridades do R&B como Beyonicé e Rihanna. Helen também é amiga pessoal da figurinista Patrícia Field, o que garantiu que alguns dos seus casacos estrelassem episódios de Sex and The City.  Sobre o alto preço das peças, ela é categórica: “Existem vários fatores que influenciam no preço final. Qualidade da pele, tratamento empregado a ela e tecnologia na confecção são os três mais importantes.  Minhas peles duram para sempre e não requerem maiores cuidados de conservação.  Que outro produto no mundo possui esses predicados?”.  Em tempo de valorização do luxo sem prazo de validade, a pergunta é mais que válida.

 


Comentário:

 

Independentemente da importância que este artigo tem no que se refere ao futuro do mercado mundial das peles para 2010, é muito importante para os criadores novos o comentário que a maior estilista russa Helen Yarmak faz sobre o alto preço das peças. Nisto ela é categórica:

 

“Existem vários fatores que influenciam no preço final. Qualidade da pele, tratamento empregado a ela e tecnologia na confecção são os três mais importantes”.

 

Agora vejamos:

 

1o-  QUALIDADE DA PELE;

 

2o-   TRATAMENTO EMPREGADO A ELA; E

 

3o-  TECNOLOGÍA NA CONFECÇÃO.

 

A QUALIDADE DA PELE depende somente de nós, criadores e da qualidade dos animais utilizados. A qualidade da pele também é proporcional aos conhecimentos adquiridos pelo criador através da sua participação nas reuniões, aulas, cursos e exposições programadas pelas associações. O criador não pode se isolar no seu criatório. Deve participar destes eventos e discutir com outros criadores quais são as melhores características de tamanho, pureza de cor, tonalidade, comprimento do pêlo, densidade, etc. que ele precisa e que compõem a qualidade de um reprodutor ou matriz e que será repassada nos cruzamentos para os filhos.

 

O TRATAMENTO EMPREGADO A ELA refere-se ao manejo dentro do criatório: higiene máxima, alimentação correta, renovação do ar, temperatura ideal e técnica na preparação da pele (curtume).

 

Somente a terceira não depende de nós. São os estilistas que saberão tirar proveito de nosso trabalho utilizando sua TECNOLOGÍA NA CONFECÇÃO.

 

Se falássemos de porcentagens, podemos assegurar que somos responsáveis por 66% do valor de um casaco.

 

VOCES ENTENDEM AGORA PORQUE SEMPRE REPETIMOS O MESMO:

 

PARTICIPEM DOS CURSOS, PARTICIPEM DA EXPOSIÇÕES, INTERCAMBIEM IDEIAS COM OUTROS CRIADORES, USE PRODUTOS DE PRIMEIRA QUALIDADE...

 

Carlos Perez

 

<< voltar