É um elemento sólido de cor branca produzido pela fêmea alguns minutos depois do acasalamento. Este elemento chamado de "stopper" ou tampão seroso impede que o liquido espermatico ou sêmen do macho escorra pela vagina e se perca.
A cada 28 dias a fêmea solta os óvulos e seu órgão genital fica muito umedecido de um liquido transparente que ao misturar-se com o sêmen do macho permite que a fêmea “fabrique naturalmente o stopper” ou tampão seroso.
Estudiosos afirmam que se as chinchilas fêmeas não tivessem esta capacidade, 90% dos acasalamentos seriam inúteis para procriação.
Até mediados da década de 70 a palavra “stopper” formava parte do vocabulário mundial dos criadores de chinchilas.
Em todos os livros, apostilas, folhetos, matérias em revistas e palestras dos “mestres”, ouvia-sé falar deste termo como elemento fundamental para controlar a fertilidade das fêmeas ou o poder de produção dos machos.
Foi a partir dessa época que os criadores, principalmente da América do sul, foram esquecendo esse termo em conseqüência de um novo sistema para recolhimento dos excrementos. A adoção do novo sistema de bandejas com cepilho ou maravalha em lugar dos traumatizantes pisos de tela de arame que machucavam as patas dos filhotes recém nascidos, criavam “calos” nas patas das fêmeas e machos em reprodução, como também sujavam e manchavam as barrigas dos animais destinados para pele ao ficarem os pêlos em contato direto com os arames molhados pela urina, enferrujados ou sujos pelos excrementos, fez com que hoje seja muito difícil o criador ter visto ou achado um “stopper” dentro da gaiola, tanto seja porque se mistura com a serragem suja ou porque o macho ou a fêmea o acabam roendo.
Ontem (após muito tempo), achei um numa bandeja e pintou em mim uma saudade da alegria que causava em nós, criadores, esse descobrimento do “stopper”. Costumava-se anotar num caderno a data do achado, como também, a data do parto que deveria acontecer 111 dias depois. Eram 3 meses e médio de ansiedade, principalmente nos criadores novos. Se por um lado era alegria, por outro muitas vezes causava problemas, já que estes criadores ficavam ansiosos durante os 2 ou 3 dias anteriores à data marcada para o parto, conferindo e pegando nas fêmeas, observando as mamas inchadas (ou não), palpando os ventres para tentar sentir se os filhotes se mexiam, em fim, uma quantidade exagerada de pega-pega na fêmea que em muitos dos casos acabava em complicações na hora do parto.
Como esclarecimento:
Encontrar um “stopper” numa data determinada não quer dizer que o acasalamento tenha acontecido nessa noite, pode ter sido nas noites anteriores (1 ou 2) o que fatalmente faz errar o cálculo.
Também pode ser que o macho tenha pegado o “stopper” numa gaiola e na brincadeira deixou o mesmo na de outra fêmea.
Achar um "stopper" significa que a fêmea foi coberta, porem não siginifica 100% de garantia de prenhez.
Na foto (para aqueles que nunca viram um “stopper”), pode se ter uma idéia de forma e tamanho.
Obs. No momento da foto, uma pequena mosca veio a pousar num dos cantos do "stopper" para nos ajudar na comparação.